O programa Diálogo abordou o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), duas condições distintas do neurodesenvolvimento, nesta quarta-feira (13). Para debater o tema, participaram Márcia Karine, psicóloga, Kylzya Azevedo, pedagoga, e Dennison Monteiro, psiquiatra.
No início da conversa, Márcia Karine explicou as diferenças entre o autismo e o TDAH. A psicóloga destacou a importância da família ou do cuidador no diagnóstico e em todo o processo, para que sejam buscadas estratégias e garantidos os direitos que favoreçam o desenvolvimento adequado da pessoa. Ela também ressaltou a necessidade do suporte de uma equipe multidisciplinar.
Kylzya Azevedo falou sobre os comportamentos esperados em cada fase do desenvolvimento infantil e sobre o momento de atenção diante de atitudes atípicas da criança. Segundo ela, quanto mais cedo o diagnóstico for definido, mais rapidamente poderão ser iniciadas as estimulações necessárias. A pedagoga lamentou que muitas escolas ainda mantenham práticas engessadas no atendimento a alunos autistas e com TDAH, defendendo que o plano de aula seja individualizado.
Dennison Monteiro acrescentou que, embora muitas escolas se declarem inclusivas, a realidade mostra que ainda não há preparo adequado. Ele listou necessidades específicas que precisam ser adaptadas para atender o público neurodivergente. O psiquiatra também alertou para o risco de diagnósticos equivocados, que podem impactar diretamente a vida do indivíduo.






