O esporte, que mistura acrobacias, dança e espírito de equipe, vem mudando vidas e levando talentos do Brasil para o ensino superior americano — caso do mineiro Frederico Maradei, campeão mundial e exemplo de superação
Para muitos jovens brasileiros, o esporte consegue ir além da mera prática de atividade física e passa a ser uma chance real de transformar o futuro. No caso do cheerleading, a combinação de acrobacias, dança, força e trabalho em equipe vem abrindo caminhos para quem sonha em estudar fora do país. Nos Estados Unidos, onde a modalidade é amplamente valorizada, o cheer se consolidou como uma das principais portas de entrada para bolsas universitárias.
E foi justamente por meio desse esporte que o brasileiro Frederico Maradei, natural de Uberlândia (MG), construiu uma trajetória que une talento, disciplina e oportunidades. Aos 28 anos, ele já coleciona títulos internacionais e ocupa posição de destaque em um dos programas de alto rendimento mais competitivos dos Estados Unidos.
Do Brasil à Califórnia: a porta de entrada para visibilidade fora do país
Formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Frederico descobriu no cheerleading uma nova forma de sonhar. O esporte, que no Brasil ainda é incipiente, foi o passaporte que o levou para o cenário universitário americano. Hoje, ele atua como assistente técnico da Westcliff University, instituição campeã nacional e referência na modalidade.
Sob sua liderança, a Westcliff conquistou o título no NCA College Nationals em 2023 e 2025, além de vitórias consecutivas no USA Collegiate Nationals. Fora das quadras, o mineiro também integra o time The California All Stars – Rangers, com o qual se sagrou campeão mundial no prestigiado The Cheerleading Worlds 2024, realizado em Orlando, na Flórida.
“Eu e minha esposa, Laura, junto com dois amigos que vieram conosco, estamos entre os primeiros brasileiros a conquistar esse título. É uma conexão direta entre a formação que tivemos no Brasil e o alto rendimento nos EUA — mesmo com o cheer ainda sendo um esporte muito novo no nosso país”, conta Frederico.
Além do sucesso esportivo, Frederico é exemplo de como o cheerleading pode abrir portas também no campo acadêmico. Ele cursa atualmente o Doutorado Profissional (DBA) na Westcliff University e desenvolve metodologias de treinamento voltadas à segurança, performance e formação de novos talentos.
Mais do que competir, ele se dedica a mentorar jovens brasileiros que desejam trilhar o mesmo caminho — unir o sonho de estudar no exterior à paixão pelo esporte.
“Muitos brasileiros estão enxergando no cheerleading uma oportunidade real de construir uma carreira acadêmica e esportiva nos Estados Unidos. É um caminho que exige dedicação, mas pode transformar vidas”, destaca o treinador.

Cheerleading: mais do que espetáculo, uma chance de futuro
Embora ainda pouco conhecido no Brasil, o cheerleading vem crescendo em escolas e universidades. Reconhecido pela International Cheer Union (ICU), o esporte combina rigor técnico e espírito coletivo — valores que têm chamado atenção de programas esportivos norte-americanos em busca de talentos globais.
A história de Frederico representa o que muitos jovens brasileiros almejam: uma chance justa de mostrar o próprio potencial e conquistar oportunidades através do esforço. O cheer, que começou como um show de torcida, atualmente se tornou uma plataforma de ascensão social para quem sonha em unir educação, esporte e realização pessoal, provando que através de disciplina, estudo e paixão é possível transformar não apenas uma carreira, mas toda uma perspectiva de futuro.






