Rede de postos ligada ao PCC usava fórmulas químicas para adulterar combustíveis no Norte e Nordeste
Operação Carbono Oculto 86 revelou que o grupo criminoso aplicava técnicas avançadas para fraudar o setor e lavar dinheiro
da redação
A Polícia Civil do Piauí identificou que uma rede de postos de combustíveis associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) utilizava fórmulas químicas complexas para ampliar a adulteração de combustíveis na região Norte e Nordeste do país. A descoberta faz parte das investigações da Operação Carbono Oculto 86, deflagrada nesta semana para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro e fraude no setor de combustíveis.
Segundo o secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, é a primeira vez que se comprova a ligação direta entre o braço financeiro do PCC e o setor de combustíveis nessas regiões. Durante as investigações, os agentes encontraram imagens em um celular apreendido que mostravam quatro fórmulas diferentes de adulteração, com cálculos de custo e parâmetros técnicos que indicam o uso de engenharia química profissional.
As análises preliminares da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam que as misturas foram desenvolvidas de modo a driblar os testes de qualidade realizados pelos órgãos fiscalizadores. “O criminoso aufere vantagens econômicas irregularmente e prejudica o consumidor pela perda de conteúdo energético e descumprimento das especificações de qualidade. Um teste simples da proveta poderia desmascarar a fraude”, indicou a ANP em relatório técnico inicial.
A Operação Carbono Oculto 86 segue em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema e dimensionar o prejuízo causado ao setor e aos consumidores.






