Motoristas de aplicativo pedem medidas contra violência em Pernambuco
Em reunião na Alepe, categoria cobrou ferramentas de proteção para reduzir assaltos e ataques durante corridas
A insegurança dos motoristas de aplicativo foi tema de uma reunião na Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco. O encontro teve a participação de representantes de plataformas como Uber e 99 e de integrantes da categoria.
A discussão acontece em meio ao aumento da preocupação com crimes contra esses profissionais. De acordo com dados do Instituto Fogo Cruzado, 10 motoristas de aplicativo foram baleados, somente neste ano, na Região Metropolitana do Recife.
Entre as propostas apresentadas, está a identificação mais rigorosa dos passageiros. O presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Anderson Câmara, defendeu o uso de reconhecimento facial nas plataformas.
A categoria também quer mudanças nas corridas chamadas para terceiros. A ideia é que, quando uma pessoa solicitar a viagem para outra, o aplicativo exija os dados de quem realmente vai embarcar no carro. Segundo os motoristas, esse tipo de corrida aparece com frequência em casos de assalto.
Outra sugestão levada à reunião foi a criação de uma rede integrada de monitoramento, nos moldes do programa “Vigia Mais”, adotado em Mato Grosso. O modelo reúne imagens de câmeras públicas e privadas para auxiliar a polícia na prevenção e investigação de crimes.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, que representa Uber e 99, afirmou que o reconhecimento facial de passageiros depende de uma base oficial e nacional de dados.
A entidade também disse que as empresas tentam, desde 2023, avançar em parcerias com autoridades de Pernambuco. Uma das propostas é a implantação de um botão de emergência nos aplicativos.
A ferramenta permitiria acionar o 190 de forma imediata e enviar automaticamente informações da viagem para a polícia. Segundo a associação, esse recurso já funciona em outros estados.







