Piloto é condenado a mais de 52 anos por mandar matar comissária em Paulista
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Piloto é condenado a mais de 52 anos por mandar matar comissária em Paulista

Piloto é condenado a mais de 52 anos por mandar matar comissária em Paulista

Dinorah Cristina Barbosa da Silva foi assassinada dentro de casa, enquanto amamentava a filha bebê; crime aconteceu em 2019

O piloto de avião Mayky Fernandes dos Santos foi condenado a 52 anos, quatro meses e 24 dias de prisão por participação na tentativa de feminicídio e no feminicídio da comissária de bordo Dinorah Cristina Barbosa da Silva, de 35 anos. A decisão foi proferida na quinta-feira (21), pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Dinorah foi assassinada em 24 de outubro de 2019, dentro de casa, em Maranguape II, em Paulista, no Grande Recife. Ela estava amamentando a filha, que tinha 8 meses, quando dois homens encapuzados invadiram o imóvel e atiraram contra ela. A mãe da vítima também estava no local. As duas não foram atingidas.

O julgamento ocorreu no Fórum de Paulista. Mayky participou da sessão por videoconferência, porque está preso em São Paulo desde 2020. O juiz manteve a prisão preventiva e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

A pena foi aumentada porque o crime foi cometido na presença da filha bebê e da mãe da vítima. Segundo a sentença, Mayky foi um dos mandantes do assassinato e contratou pessoas para executar o crime.

De acordo com as investigações, Mayky e Dinorah se conheceram no trabalho, em 2018. Os dois tiveram um relacionamento enquanto o piloto namorava outra mulher. Quando Dinorah descobriu a gravidez, em setembro daquele ano, ele pediu que ela fizesse um aborto.

Mayky chegou a levar a comissária a uma clínica em Campinas, em São Paulo, onde morava, para realizar o procedimento. Dinorah, no entanto, se recusou. Para a investigação, a decisão dela de manter a gravidez foi a motivação do crime.

O Ministério Público de Pernambuco apontou que Maria Aparecida Brandão Batista, mãe da namorada de Mayky, também ajudou a planejar o assassinato. Segundo o MPPE, ela tinha “idolatria” pelo piloto e queria que ele se casasse com a filha dela.

Ainda conforme a investigação, Mayky e Maria Aparecida, que moravam em São Paulo, contrataram intermediários e executores para matar Dinorah em Pernambuco. Antes do feminicídio, a vítima já havia sofrido uma tentativa de homicídio dentro de casa, também a mando dos dois.

Com a condenação de Mayky, seis pessoas já foram condenadas por envolvimento no crime. Maria Aparecida Brandão Batista, apontada como mandante e financiadora, recebeu pena de 49 anos e seis meses de prisão.

Douglas Dias Pereira, contratado para articular o crime, foi condenado a 29 anos e três meses. Rosane Barbosa de Andrade, que teria indicado nomes para a execução, recebeu pena de 25 anos e oito meses.

Denis Pereira da Silva e Victor Hugo Lima da Silva, apontados como executores do feminicídio, também foram condenados. Denis recebeu pena de 33 anos de prisão. Victor Hugo foi condenado a 28 anos, um mês e 15 dias. Segundo as investigações, ele afirmou ter recebido R$ 4 mil para executar o crime.

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Fonte:
Redação TV Nova
Foto:
Reprodução