Polícia desativa câmeras clandestinas usadas por criminosos na Zona Oeste do Recife
Equipamentos eram instalados em postes e vias públicas para monitorar moradores, rivais e a movimentação das forças de segurança
da redação
Criminosos usavam câmeras de videomonitoramento clandestinas para controlar comunidades da Zona Oeste do Recife, segundo a Polícia Civil de Pernambuco. Os equipamentos eram instalados de forma ilegal em postes e vias públicas.
O grupo foi alvo da Operação Sinapse, deflagrada na manhã desta quinta-feira (28). Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão e 14 mandados de busca e apreensão domiciliar.
Durante a ação, os policiais também retiraram câmeras e equipamentos de internet usados pela organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, o material servia para acompanhar a movimentação de moradores, monitorar grupos rivais e observar a chegada das forças de segurança.
De acordo com o delegado Vitor Freitas, gestor do Departamento de Repressão ao Narcotráfico, as investigações começaram no início de 2025. O principal negócio do grupo, segundo a polícia, era o tráfico de drogas, principalmente cocaína e drogas sintéticas de alto valor.
As câmeras eram colocadas em pontos estratégicos das comunidades para reforçar o domínio territorial da organização. Segundo o delegado, a população era monitorada o tempo todo, o que afetava até o direito de ir e vir dos moradores.
Após o cumprimento dos mandados, a polícia iniciou uma nova etapa da operação para retirar os equipamentos clandestinos. Para a corporação, a medida representa uma retomada de áreas antes controladas pelo crime organizado.
As investigações apontam que o grupo atuava em bairros como Areias, Barro e regiões próximas. Além do tráfico, a organização também controlava de forma ilegal serviços de internet nas comunidades.
Segundo a Polícia Civil, provedores legalizados eram expulsos das áreas dominadas pelo grupo. Os criminosos vandalizavam equipamentos, retiravam estruturas de postes e caixas de energia e impediam a manutenção dos serviços.
Ainda de acordo com o delegado, técnicos de empresas de internet chegaram a ser ameaçados por homens armados quando tentavam reinstalar os equipamentos nas comunidades.







