‘Se Eu Fosse Você 3’ une a nostalgia de Tony Ramos e Glória Pires aos dilemas de uma nova geração
Vinte anos após o sucesso do primeiro filme, franquia retorna aos cinemas nesta quinta (8) passando o bastão da trama para o casal vivido por Cleo Pires e Rafael Infante.
por Beatriz Araújo
Quem não se lembra das divertidas confusões de Cláudio e Helena trocando de corpos em 2006? Vinte anos depois de marcar o cinema nacional, a premissa que arrastou multidões volta às telonas. Estreia nesta quinta-feira (8) “Se Eu Fosse Você 3”, um filme que acerta ao apostar na nostalgia de reunir os veteranos Tony Ramos e Glória Pires, mas que inteligentemente desloca o foco da trama para uma nova geração. Agora, o peso das reviravoltas recai sobre a filha do casal, Bia (Cleo Pires), e seu marido Aquiles (Rafael Infante).
Sob a direção de Anita Barbosa e com supervisão artística de Daniel Filho, a continuação entende que o tempo passou. Cláudio e Helena não estão mais tentando descobrir como conviver um com o outro após uma situação absurda; eles ocupam agora a posição de pais que acompanham a vida adulta da filha e precisam aprender a lidar com as escolhas de Bia.
Cleo entrega uma Bia adulta, com questões próprias que já não podem ser resolvidas pelos pais. Já Rafael Infante aproveita o potencial cômico de Aquiles, mas ganha espaço para expor suas inseguranças e diferenças no casamento.
Ainda assim, a nostalgia é um ingrediente fundamental para a receita funcionar. A química e a familiaridade imediata que Tony e Glória trazem para a tela são irresistíveis. “Se Eu Fosse Você 3” brinca com a memória afetiva do público, faz reverência à história original, mas deixa um recado claro: a comédia encontrou o seu próprio ritmo para seguir adiante.







