Recife oficializa 13 de maio como Dia de Nossa Senhora de Fátima
Lei foi sancionada nesta quarta-feira (14) pelo prefeito Victor Marques; cidade abriga o santuário mais antigo dedicado à santa fora de Portugal
Por Victória Campos
A relação histórica do Recife com Nossa Senhora de Fátima ganhou reconhecimento oficial. A partir de uma lei sancionada nesta quarta-feira (14), pelo prefeito Victor Marques, o dia 13 de maio passa a fazer parte do Calendário Oficial de Eventos da capital pernambucana como data dedicada à santa católica.
A iniciativa é resultado do Projeto de Lei Ordinária nº 205/2026, apresentado pelo vereador Carlos Muniz (PSB) e aprovado pela Câmara Municipal em 14 de setembro. A data escolhida remete à última aparição de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal.
Um dos principais símbolos dessa devoção na capital pernambucana é o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, fundado em 1935. O templo é considerado o mais antigo dedicado à santa fora de Portugal e tem importância tanto para a comunidade católica quanto para a história religiosa da cidade.
Para Carlos Muniz, a inclusão da celebração no calendário municipal representa uma forma de preservar a tradição religiosa transmitida entre gerações e ampliar a divulgação do Recife como destino de turismo religioso. O reitor do santuário, padre Delmar Cardoso, também destacou o significado do reconhecimento para a Igreja e para a cidade.
Ao sancionar a lei, Victor Marques afirmou que a medida formaliza uma devoção que já integra a história recifense e representa um gesto de respeito à comunidade católica.
Igreja reúne elementos históricos e artísticos

Localizado no Recife, o Santuário de Nossa Senhora de Fátima foi fundado em 8 de setembro de 1935, com o apoio da colônia portuguesa que vivia na cidade. A construção tem projeto do arquiteto francês Georges Mounier, com arcos de concreto armado, características futuristas e estilo semigótico.
O acervo inclui uma estátua da Virgem do Rosário, com três metros de altura, produzida pelo artista português Antônio da Paz. O templo também abriga um ossuário construído na década de 1990, onde estão os restos mortais de 47 jesuítas.
Desde 2010, a igreja é tombada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).







