Agosto Lilás é destaque no programa Diálogo desta quinta-feira
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Agosto Lilás é destaque no programa Diálogo desta quinta-feira

No aniversário de 19 anos da Lei Maria da Penha, celebrado nesta quinta-feira (7), e em alusão ao Agosto Lilás – mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher -, o programa Diálogo abordou o tema com a participação da secretária estadual da Mulher, Juliana Gouveia, da delegada Andreza Gregório e da advogada criminal Maria Júlia Leonel.

Durante o programa, Juliana Gouveia destacou a importância de estar atento aos sinais silenciosos que podem indicar que uma mulher está sendo vítima de violência. Ela explicou que a Secretaria da Mulher de Pernambuco atua tanto na prevenção quanto no acolhimento das vítimas, oferecendo diversos programas e formas de apoio em todo o estado. A secretária também informou que a governadora Raquel Lyra lançou recentemente um edital para ampliar o efetivo dos Centros de Referência da Mulher (CRMs), que são equipamentos fundamentais no atendimento às vítimas. Além disso, Juliana reforçou a divulgação do número da ouvidoria da Secretaria da Mulher, o 0800 281 8187, como canal direto para denúncias e orientações.

A delegada Andreza Gregório alertou para os sinais de violência psicológica, que muitas vezes passam despercebidos. Entre eles, estão o controle excessivo, humilhações, proibição de trabalhar e o isolamento social ou familiar. Segundo ela, esses comportamentos são formas graves de violência que precisam ser reconhecidas pela vítima e por quem está ao seu redor. Andreza reforçou que a rede de apoio é essencial e incentivou que familiares e amigos estejam atentos, oferecendo suporte e encorajando a mulher a buscar ajuda. Ela também lembrou os canais de denúncia: o número 180, Central de Atendimento à Mulher, e o 190, para situações de emergência.

A advogada criminal Maria Júlia Leonel enfatizou a importância das medidas protetivas, que, apesar das críticas ao sistema, continuam sendo uma ferramenta eficaz para salvar vidas. Ela trouxe um dado impactante: a cada 100 mulheres vítimas de feminicídio, 95 não possuíam medida protetiva. A advogada também falou sobre a necessidade de não julgar as mulheres que permanecem em relações abusivas, ressaltando que o ciclo da violência é complexo. Maria Júlia abordou ainda a violência patrimonial, que ocorre quando o agressor destrói, retém ou controla bens e recursos da vítima, e reforçou a importância de uma rede integrada de assistência para garantir proteção e autonomia às mulheres.

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