Babá é incluída como sócia de empresa sem saber e sofre bloqueios bancários em Pernambuco
Segundo a Defensoria Pública, mulher acreditava estar assinando documentos para formalizar vínculo de trabalho
da redação
Uma mulher que trabalhava como babá em Ipojuca, no Grande Recife, foi vítima de uma suposta fraude após ser colocada, sem saber, como sócia-administradora de uma empresa. Segundo a Defensoria Pública de Pernambuco, a inclusão indevida fez com que ela passasse a responder a cobranças trabalhistas e sofresse bloqueios em contas bancárias.
De acordo com a Defensoria, a vítima acreditava que estava assinando documentos ligados à formalização do vínculo de trabalho com os patrões. No entanto, o nome dela acabou sendo incluído no quadro societário da empresa.
O órgão informou que a babá não tinha conhecimento técnico sobre o assunto, não participava da atividade empresarial e também não demonstrou vontade consciente de se tornar sócia do negócio.
Com a fraude, a mulher passou a enfrentar prejuízos financeiros e judiciais. Entre eles, bloqueios bancários ligados a execuções trabalhistas movidas contra a empresa.
A Justiça reconheceu a situação de vulnerabilidade da vítima e concedeu tutela de urgência. Com isso, determinou o desbloqueio imediato dos valores que estavam retidos nas contas da babá.
Após a decisão, a Defensoria Pública informou que conseguiu restabelecer direitos básicos da mulher e impedir a continuidade dos danos causados pela suposta fraude.
O defensor público Vinicius Ferreira Tonon, chefe do Núcleo de Ipojuca e responsável pela ação, afirmou que casos desse tipo têm se tornado frequentes. Segundo ele, trabalhadores humildes e pessoas com baixa escolaridade acabam sendo usados como “laranjas” em empresas abertas de forma fraudulenta.
Ainda de acordo com o defensor, muitas vítimas são enganadas e inseridas formalmente como sócias sem entender o que estavam assinando. Depois, acabam enfrentando dívidas, bloqueios judiciais e outros prejuízos pessoais e financeiros.







