“Digger”: Tom Cruise vive magnata do petróleo em sátira apocalíptica
Dirigido por Alejandro González Iñárritu, filme chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1º) e coloca o ator em um papel distante dos heróis de ação
Por Beatriz Araújo
Tom Cruise está acostumado a correr contra o tempo para salvar o mundo. Em “Digger”, porém, o ator parte de outro lugar: ele interpreta justamente o homem que ajuda a colocar o planeta em risco. A sátira apocalíptica dirigida por Alejandro González Iñárritu chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1º).
A mudança também aparece no visual. Conhecido pela forma física exibida em filmes como “Missão: Impossível” e “Top Gun”, Cruise surge como Digger Rockwell, um milionário texano e magnata do petróleo, com barriga saliente, calvície e uma aparência envelhecida.
Na história, Digger ignora alertas e protocolos de segurança até que uma de suas plataformas de exploração na Groenlândia explode. O acidente provoca o desprendimento de uma enorme geleira, que passa a se deslocar em direção à Europa.
Diante da ameaça de uma catástrofe, o empresário precisa tentar reparar as consequências de uma crise que ele mesmo ajudou a provocar. A jornada transforma o personagem em uma espécie de improvável “salvador” do mundo, enquanto a trama satiriza a apatia diante das mudanças climáticas e os interesses da indústria do petróleo.
Para viver Digger, Cruise passou por sessões de maquiagem que chegaram a durar seis horas, com próteses, dentes falsos e perucas. O resultado é um personagem praticamente irreconhecível em relação aos papéis mais conhecidos do ator.
A proposta de “Digger” também vem provocando reações diferentes entre críticos e espectadores. Comentários nas redes sociais classificaram a produção como confusa ou decepcionante, enquanto a revista Variety destacou o caráter ousado, provocativo e pouco convencional da obra, apontando também questionamentos sobre o equilíbrio entre humor e a proposta da história.







