Fabiano Contarato é eleito presidente da CPI do Crime Organizado no Senado
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Fabiano Contarato é eleito presidente da CPI do Crime Organizado no Senado

Fabiano Contarato é eleito presidente da CPI do Crime Organizado no Senado

Comissão vai investigar atuação de facções criminosas e milícias em todo o país; Alessandro Vieira será o relator dos trabalhos

 

da redação

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado elegeu, por 6 votos a 5, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) como presidente do colegiado. A votação, realizada hoje (4), foi secreta e teve disputa direta com o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), candidato da oposição. Por acordo, o autor do requerimento de criação da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), assumirá a relatoria.

Com a vitória de Contarato, Mourão foi escolhido, por aclamação, vice-presidente da comissão. A instalação ocorre em meio à disputa entre governo e oposição por protagonismo no debate sobre segurança pública, tema que tem gerado forte pressão da opinião pública diante do avanço das facções criminosas no país.

Após ser eleito, Contarato — que, assim como Vieira, é delegado da Polícia Civil — prestou homenagem aos policiais mortos na operação na Zona Norte do Rio de Janeiro. A sessão registrou um minuto de silêncio em tributo aos agentes, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A CPI terá 120 dias de funcionamento e vai investigar:

  • a estrutura e expansão de facções como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV);
  • o financiamento e a lavagem de dinheiro dessas organizações;
  • o domínio territorial e prisional exercido pelos grupos;
  • conexões regionais e transnacionais;
  • e eventuais infiltrações no poder público.

O grupo é formado por 11 titulares e 7 suplentes, com nomes de destaque da base governista e da oposição.

Oposição:

  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  • Sergio Moro (União-PR), suplente
  • Marcos do Val (Podemos-ES)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Márcio Bittar (União Brasil-AC)

Governo e aliados:

  • Jaques Wagner (PT-BA), suplente
  • Otto Alencar (PSD-BA)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Randolfe Rodrigues (AP), suplente
  • Jorge Kajuru (PSB-GO)

A expectativa é que os trabalhos da CPI avancem sobre a identificação de redes criminosas e seus vínculos políticos, além de sugerir mudanças legislativas para o enfrentamento do crime organizado em todo o território nacional.

Mais informações:
Fonte:
Redação TV Nova
Foto:
Divulgação