Filho de Donald Trump questiona eleição no Brasil e compartilha publicação que compara Lula a Maduro
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Filho de Donald Trump questiona eleição no Brasil e compartilha publicação que compara Lula a Maduro

Filho de Donald Trump questiona eleição no Brasil e compartilha publicação que compara Lula a Maduro

Empresário criticou decisão do STF que ampliou o horário de votação; postagem de advogado ligado ao presidente americano levanta suspeitas de fraude sem apresentar provas

 

 

da redação

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou críticas de Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nas redes sociais, o empresário questionou a prorrogação do horário de votação no Brasil e compartilhou uma publicação que compara o petista a Nicolás Maduro, da Venezuela.

A manifestação aconteceu no domingo (25), após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar que seções eleitorais ainda abertas continuassem recebendo votos até as 19h, duas horas depois do encerramento inicialmente previsto.

No X, antigo Twitter, Trump Jr. repercutiu uma mensagem publicada por Martin De Luca, advogado que representa empresas ligadas ao presidente americano. Na postagem, De Luca acusou o processo eleitoral brasileiro de manipulação, mas não apresentou provas de fraude.

O advogado questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, responsável por autorizar a ampliação do horário. Segundo ele, o pedido da campanha de Lula chegou ao STF antes que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tivesse concluído a análise da solicitação.

De Luca também destacou que Zanin trabalhou como advogado de Lula em processos relacionados à Operação Lava Jato, antes de ser indicado ao Supremo Tribunal Federal.

Ao comentar o episódio, o advogado colocou em dúvida o reconhecimento internacional do resultado e comparou Lula ao líder venezuelano Nicolás Maduro.

Donald Trump Jr. acrescentou uma crítica à imprensa dos Estados Unidos. Segundo o empresário, os principais veículos americanos reagiriam de maneira diferente caso uma decisão semelhante tivesse sido tomada por um governo conservador no Brasil.

Entenda a decisão que provocou as críticas

A extensão do horário de votação foi determinada por Cristiano Zanin no fim da tarde de domingo (25), após reclamações sobre dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar às urnas.

A campanha de Lula havia relatado problemas no transporte público, incluindo falta de ônibus e redução de frotas em diferentes cidades.

A equipe de Flávio Bolsonaro (PL) também pediu mais tempo para a votação, mas apresentou outra justificativa. O candidato solicitou a prorrogação em municípios atingidos por chuvas intensas, alagamentos e problemas no fornecimento de energia.

Após a decisão do STF, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, orientou o cumprimento da determinação judicial.

Como grande parte das seções eleitorais já havia encerrado o atendimento, a extensão ficou restrita aos locais que permaneciam abertos.

A medida também provocou questionamentos sobre as atribuições do STF e do TSE na condução do processo eleitoral.

Trump Jr. já havia comentado eleições brasileiras

Não foi a primeira manifestação do filho do presidente americano sobre a disputa presidencial no Brasil.

Depois do primeiro turno, Donald Trump Jr. atribuiu o desempenho de candidatos de direita na América Latina ao enfraquecimento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), promovido pelo governo de seu pai.

Na ocasião, ele afirmou, sem apresentar provas, que recursos americanos eram utilizados para financiar grupos de ativistas alinhados a determinadas posições políticas.

Lula foi reeleito no domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.

O candidato derrotado contestou o resultado e anunciou que pretende pedir a anulação da eleição. Até o momento, as acusações apresentadas nas publicações compartilhadas por Donald Trump Jr. não demonstram a existência de fraude na votação brasileira.

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Fonte:
Redação TV Nova
Foto:
Divulgação