Greve dos metroviários paralisa sistema e causa aglomeração na Estação Joana Bezerra, no Recife
Movimento é por tempo indeterminado; sindicato cobra melhorias na segurança e denuncia sucateamento do metrô
da redação
No primeiro dia da greve dos metroviários de Pernambuco, a movimentação foi intensa na Estação Joana Bezerra, área central do Recife, na manhã desta segunda-feira (3). Com o metrô parado por tempo indeterminado, usuários tentam encontrar alternativas de transporte para chegar ao trabalho, em casa ou a outros compromissos.
De acordo com o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), a paralisação é um ato de protesto contra o sucateamento do sistema e pela segurança dos usuários. A categoria afirma que o metrô enfrenta falta de manutenção, equipamentos deteriorados e riscos constantes de falhas.
Na semana passada, o ramal Centro ficou sete dias sem funcionar, depois que um incêndio atingiu um trem entre as estações Alto do Céu e Curado I. O episódio, segundo os metroviários, evidenciou a situação precária do modal.
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pela operação, proibiu a entrada da imprensa nas estações durante a greve, impedindo a gravação de imagens. Com o sistema parado, a estação de ônibus da Joana Bezerra registrou aumento expressivo no fluxo de passageiros desde as primeiras horas do dia.
Em nota, a CBTU informou que acionou a Justiça para garantir a retomada das operações e aguarda uma decisão judicial “para que haja o mais rápido possível alguma decisão para retomada do funcionamento do sistema e garantir o deslocamento dos usuários”.






