Noronha recebe projeto inovador de saúde comunitária com foco em cannabis medicinal
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Noronha recebe projeto inovador de saúde comunitária com foco em cannabis medicinal
Com foco na ampliação do acesso à saúde em área isolada, Fernando de Noronha recebe uma iniciativa de cuidado integral que reúne equipe multiprofissional e inclui a cannabis medicinal como alternativa terapêutica. Os atendimentos aconteceram entre os dias 23 e 27 de fevereiro, no ambulatório do Hospital São Lucas, reunindo profissionais de diferentes áreas da saúde em uma proposta integrada de cuidado.
 
De acordo com o administrador da ilha, Virgílio Oliveira, a iniciativa tem grande relevância em Noronha. “É uma ação importantíssima aqui para ilha com embasamento científico. A cannabis medicinal vem sendo cada vez mais utilizada pela medicina e aqui estão sendo atendidas crianças atípicas e pessoas como os pescadores, que desenvolvem, muitas vezes, dores crônicas. É uma ação que impacta positivamente na saúde da ilha e a gente fica muito feliz”, disse.
 
A ação é coordenada pela Associação Brasileira dos Estudos da Cannabis (AbecMed), em parceria com instituições e associações locais. Durante cinco dias, a população teve acesso gratuito a atendimentos médicos, enfermagem, terapia ocupacional e orientação social, além de atividades educativas.
 
“É um prazer estar aqui trazendo mais qualidade de vida, saúde alinhada com princípios científicos, com o que está sendo feito lá fora, como nos Estados Unidos e na Europa. O tratamento com cannabis medicinal já é uma realidade para milhões de pessoas ao redor do mundo e é um tratamento natural que tem poucos efeitos colaterais, bem menos do que os medicamentos tradicionais que a gente está acostumado a utilizar”, afirmou o médico da associação, Alexandre Machado.
 
A iniciativa surge diante das dificuldades enfrentadas por moradores da ilha, que frequentemente precisam se deslocar para o continente em busca de atendimento especializado. A expectativa é que o projeto funcione como um modelo piloto, com potencial de replicação em outras regiões remotas do Brasil.
 
A moradora e mãe atípica, Rebeca Allen, relata sobre a importância dessa ação na ilha. “Eu vejo como um avanço que facilita o acesso à medicação, que é de suma importância, além do atendimento humanizado e do acompanhamento terapêutico, que é o mais essencial. Posso dizer que superou as expectativas e estou muito grata pelo apoio que a Administração deu à associação. Foi um atendimento realmente humanizado”, disse.
 
Rebeca acrescenta que não tinha informações suficientes sobre o uso do Cannabis. “Eu tinha preconceito em relação à utilização. Assim como todas as medicações, a gente tem uma certa resistência para tentar identificar se vai ser bom ou não, mas vamos ajustando. A parte do conhecimento e da informação é libertador”, concluiu.
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Fonte:
da Redação
Foto:
Divulgação