Polícia Civil prende cinco suspeitos de integrar quadrilha interestadual em operação no Grande Recife
‘Operação Sistema’ desarticula grupo envolvido em lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, tráfico de drogas e homicídios
da redação
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24), a “Operação Sistema”, que resultou na prisão de quatro homens e uma mulher suspeitos de integrar uma quadrilha criminosa interestadual. O grupo é apontado como responsável por crimes de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos, tráfico de drogas e homicídios.
As prisões principais ocorreram no município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, e em Canhotinho, no Agreste do estado. A operação também teve desdobramentos em outros estados, com mandados cumpridos em Cabedelo (PB), Videira (SC) e Fortaleza (CE) — onde foram apreendidos uma arma de fogo, munições e documentos falsificados.
Estrutura da operação
A ação mobilizou cerca de 60 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, sob a coordenação do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco).
Foram cumpridos sete mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Paulista.
Segundo a Polícia Civil, a “Operação Sistema” é a 68ª operação deflagrada em 2025 e integra o Programa de Repressão Qualificada (PRQ) da corporação, que visa desarticular organizações criminosas de médio e grande porte.
Investigações
De acordo com o delegado responsável pelo caso, as investigações tiveram início em setembro de 2022, quando foram identificadas pessoas físicas e jurídicas utilizadas como fachada para movimentar recursos ilícitos.
O grupo mantinha um núcleo de atividades criminosas em Paulista, de onde coordenava a falsificação de documentos e identidades para viabilizar os outros delitos.
As apurações apontam ainda que os suspeitos mantinham conexões em outros estados, o que justificou a expedição de mandados fora de Pernambuco.
Próximos passos
Os presos foram encaminhados para a sede do Draco, no Recife, onde passaram por audiência de custódia e procedimentos legais.
O material apreendido será periciado pelo Instituto de Criminalística (IC), e as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis integrantes e rotas de lavagem de dinheiro utilizadas pela quadrilha.






