Trabalhadores da Compesa aprovam greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira
Categoria rejeitou propostas da empresa e cobra reajuste salarial, estabilidade no emprego e ganho real de 3%
da redação
Os trabalhadores da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) decidiram deflagrar uma greve por tempo indeterminado a partir da segunda-feira (13). A decisão foi aprovada em assembleias realizadas no Recife, em Caruaru e em Petrolina, segundo o Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco (Sindurb-PE).
Durante o movimento, as unidades operacionais serão paralisadas e os cargos gerenciais entregues. Também estão previstas mobilizações em frente à sede administrativa da Compesa, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, além de atos nas gerências regionais do interior.
Em boletim divulgado na quinta-feira (9), o sindicato afirmou que a greve reforça o compromisso da categoria com a “luta coletiva por respeito, valorização e um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) justo”.
A categoria rejeitou duas propostas apresentadas pela Compesa, alegando falta de avanços concretos nas negociações. Entre as principais reivindicações estão:
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Reposição integral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC);
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Ganho real de 3% nos salários;
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Garantia de estabilidade no emprego por 35 anos, prazo correspondente à concessão parcial dos serviços.
Segundo o diretor financeiro e ex-presidente do Sindurb-PE, José Barbosa Filho, o maior receio dos trabalhadores é a concessão parcial dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da companhia para a iniciativa privada — o leilão está previsto para o fim deste ano.
Ele acrescentou que a Compesa propôs um acordo de dois anos com reposição integral da inflação, mas sem ganho real. “A greve é um instrumento legítimo de luta e resistência frente à intransigência da empresa”, reforçou o sindicato.
O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6) convocou o Sindurb-PE para uma audiência de conciliação do dissídio coletivo, prevista para a tarde de segunda-feira (13).
A Compesa foi procurada, mas ainda não se pronunciou sobre a paralisação.





