Operação mira grupo suspeito de sonegação e lavagem de dinheiro em Pernambuco
Investigação aponta uso de empresas fictícias para fraudes fiscais; débitos passam de R$ 132 milhões
Uma ação conjunta deflagrou, nesta quarta-feira (6), a Operação Cortina de Fumaça, que tem como objetivo desarticular um grupo suspeito de praticar crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica em Pernambuco. A operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Recife, em Camaragibe, Caruaru e Bezerros.
Além dos mandados, a Secretaria da Fazenda de Pernambuco realizou ações fiscais em empresas ligadas ao grupo investigado. A operação é conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco, o Cira-PE, formado pelo Ministério Público de Pernambuco, Secretaria de Defesa Social, Procuradoria-Geral do Estado e Sefaz-PE.
Segundo a investigação, a fraude funcionava por meio da criação de empresas fictícias. Essas empresas eram usadas para emitir notas fiscais e encobrir a circulação de mercadorias vendidas por terceiros sem documentação regular.
O grupo também é suspeito de prestar um tipo de “serviço ilegal” para regularizar estoques de contribuintes que compravam mercadorias sem nota fiscal. Outra prática investigada era a simulação de vendas de produtos que não teriam sido comprados de fato, com o objetivo de justificar gastos inexistentes.
De acordo com os investigadores, também havia a fabricação de créditos tributários falsos para reduzir ou eliminar o pagamento de impostos.
O total de débitos fiscais já constituídos das empresas laranjas ligadas à organização criminosa, além de empresas supostamente regulares também investigadas, passa de R$ 132 milhões. Outros lançamentos tributários ainda estão em análise e podem se tornar definitivos.
O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Roberto Brayner, afirmou que crimes contra a ordem tributária têm alto potencial de dano, porque afetam a saúde financeira do Estado e a justiça social.








