CBTU descarta quatro trens que viriam do Rio Grande do Sul para reforçar Metrô do Recife
Companhia informou que apenas uma das cinco composições avaliadas tem condições de uso imediato; recuperação das demais poderia levar até 38 meses
da redação
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos descartou quatro das cinco composições que poderiam ser transferidas do Rio Grande do Sul para reforçar a operação do Metrô do Recife. A decisão foi anunciada durante coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (4) e representa um novo obstáculo ao plano emergencial criado para evitar o colapso da Linha Sul.
Segundo a CBTU, uma equipe formada por dez técnicos esteve nas oficinas da TrensUrb, em Porto Alegre, em abril, para avaliar os veículos. Após a inspeção, a companhia concluiu que apenas um trem tem condições de uso imediato.
Os outros quatro chegaram a responder a testes iniciais de energização e tração, mas não atendem aos requisitos necessários para operar. Entre os problemas encontrados estão rodas com desgaste crítico, falhas em compressores e necessidade de troca em sistemas de suspensão pneumática. Em um dos casos, a composição estava parada havia cerca de seis anos e tinha equipamentos retirados.
A CBTU informou que a recuperação desses quatro trens não é viável no curto prazo. A estimativa é de que o processo levaria até 38 meses e custaria cerca de R$ 32,5 milhões. Além disso, seriam necessários aproximadamente R$ 7,5 milhões para adequações em oficinas e mais R$ 25 milhões para a logística de transporte.
Com o custo alto e o prazo considerado incompatível com a urgência do sistema, a companhia decidiu descartar as composições. Com isso, o plano inicial de incorporar 11 trens ao Metrô do Recife foi reduzido. A proposta previa seis composições vindas de Belo Horizonte e cinco do Rio Grande do Sul. Agora, apenas um trem gaúcho deve ser enviado para Pernambuco, ainda sem data definida.







