Justiça mantém prisão de motorista que atropelou duas crianças durante carreata política em São Paulo
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Justiça mantém prisão de motorista que atropelou duas crianças durante carreata política em São Paulo

Justiça mantém prisão de motorista que atropelou duas crianças durante carreata política em São Paulo

Homem de 56 anos dirigia veículo com adesivos de Lula e do PT; ele admitiu ter consumido álcool, mas negou intenção de atingir as vítimas

 

da redação

A Justiça de São Paulo decidiu manter preso o motorista suspeito de atropelar duas crianças durante uma manifestação de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), em Ilhabela, no Litoral Norte paulista. A decisão foi tomada no domingo (25), após a realização de uma audiência de custódia.

As vítimas são uma menina de 9 anos e um menino de 6. O atropelamento aconteceu na tarde do sábado (24), quando um carro invadiu uma ciclovia no bairro Barra Velha, durante uma carreata de apoio ao candidato do PL à Presidência da República.

O veículo envolvido no acidente tinha adesivos do Partido dos Trabalhadores (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O condutor foi identificado como Cardjon Peixoto, de 56 anos. Em depoimento à Polícia Civil, ele reconheceu que havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir, mas afirmou que não teve a intenção de atropelar as crianças.

Segundo o relato apresentado pelo motorista, o trânsito estava lento por causa da carreata. Ele alegou que confundiu os pedais do acelerador e do freio, perdeu o controle da direção e acabou invadindo a área destinada a pedestres e ciclistas.

Durante a ocorrência, o homem se recusou a realizar o teste do bafômetro. Os policiais também encontraram uma lata de cerveja aberta dentro do automóvel, com aproximadamente 200 mililitros de bebida.

O registro policial informa ainda que o carro não pertencia ao motorista.

Motorista é investigado por tentativa de homicídio

Após o atropelamento, Cardjon foi preso em flagrante. A Polícia Civil investiga o caso como suspeita de duas tentativas de homicídio qualificado, além de embriaguez ao volante e omissão de socorro.

A defesa, no entanto, contesta o enquadramento criminal. Os advogados pediram que o episódio seja tratado como lesão corporal culposa na direção de veículo, quando não existe intenção de provocar o ferimento.

Também foi solicitada a possibilidade de pagamento de fiança para que o motorista respondesse à investigação em liberdade. O pedido não foi acolhido na audiência de custódia.

Em nota, a defesa afirmou que está acompanhando o andamento do caso e adotando as medidas jurídicas necessárias. Os advogados também manifestaram solidariedade às crianças e às famílias, mas informaram que não vão comentar detalhes da investigação neste momento.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do atropelamento e a responsabilidade do motorista.

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Fonte:
Redação TV Nova
Foto:
Reprodução