Criador da Olimpíada Pernambucana de Xadrez, Yoshio Hiramine será chefe da delegação do Brasil no Uzbequistão, levará a bandeira de Pernambuco ao cenário internacional e fortalecerá um projeto que caminha para se tornar a Olimpíada Brasileira de Xadrez.
Pernambuco se prepara para ocupar um novo espaço de destaque no cenário internacional do xadrez. O presidente da Federação Pernambucana de Xadrez, Yoshio Hiramine, viajará ao Uzbequistão, na Ásia Central, para representar o Brasil como chefe da delegação brasileira, em uma missão que une esporte, educação, liderança e projeção internacional.
A participação acontece a convite da Confederação Brasileira de Xadrez e representa um marco para o estado. Yoshio será o primeiro pernambucano a assumir a chefia de uma delegação brasileira em uma missão dessa dimensão, levando consigo a bandeira de Pernambuco e apresentando ao mundo a força de um movimento que vem crescendo dentro e fora das escolas.
Mais do que acompanhar a equipe nacional, Yoshio terá a responsabilidade de representar oficialmente o país, dar suporte à delegação e atuar na interlocução institucional brasileira durante a programação internacional.
“Ser chefe da delegação brasileira e levar a bandeira de Pernambuco para a Ásia Central é uma honra imensa. Essa conquista não é apenas minha. Ela pertence aos atletas, professores, escolas, famílias, clubes e a todos que acreditam no xadrez como instrumento de transformação”, afirma Yoshio Hiramine.
Um projeto que nasceu em Pernambuco e agora mira o Brasil
A missão internacional acontece em um momento de expansão do xadrez educacional no estado. Em 2025, Yoshio foi o idealizador e criador da Olimpíada Pernambucana de Xadrez, iniciativa que nasceu com o propósito de aproximar a modalidade das escolas e estimular o desenvolvimento de crianças e jovens por meio da estratégia, da disciplina, da concentração e do raciocínio lógico.
Neste ano, a Olimpíada chega à sua segunda edição, ampliando seu alcance e fortalecendo a participação de estudantes, professores, gestores e instituições de ensino de diferentes regiões de Pernambuco.
O crescimento do projeto, no entanto, já aponta para uma dimensão ainda maior. A proposta é transformar a experiência criada em Pernambuco na futura Olimpíada Brasileira de Xadrez, levando a iniciativa para escolas e estudantes de todo o país.
“A Olimpíada Pernambucana mostrou que existe uma demanda real por projetos que unam educação e xadrez. Agora, queremos dar um passo maior e fazer com que essa experiência se transforme em uma Olimpíada Brasileira, alcançando estudantes de diferentes estados”, destaca Yoshio.
Pernambuco como referência em ensino e formação pelo xadrez
A ida à Ásia Central também terá papel estratégico. O Uzbequistão se destaca internacionalmente pelo desenvolvimento da modalidade e pela formação de enxadristas. Durante a viagem, Yoshio pretende acompanhar de perto práticas, modelos de organização, experiências educacionais e estratégias de incentivo ao esporte.
A proposta é trazer esse conhecimento de volta para Pernambuco e aplicá-lo no fortalecimento dos projetos já existentes, especialmente nas ações voltadas para as escolas e para a interiorização do xadrez.
“Vamos representar o Brasil, mas também vamos observar, aprender e construir novas possibilidades. Pernambuco já possui uma base forte e um projeto com potencial nacional. O contato com experiências internacionais pode contribuir para que avancemos ainda mais”, reforça.
A Federação Pernambucana de Xadrez vem ampliando competições, projetos formativos e ações em diferentes municípios, com o objetivo de democratizar o acesso à modalidade. A atuação também busca alcançar comunidades onde ainda faltam tabuleiros, peças, professores e estrutura para o desenvolvimento dos estudantes.
Nesse contexto, a presença de Yoshio como chefe da delegação brasileira simboliza uma conquista institucional e coletiva. Pernambuco deixa de ser apenas participante e passa a ocupar uma posição de liderança, apresentando ideias, formando atletas e criando projetos capazes de ultrapassar as fronteiras do estado.
Do Nordeste para o cenário mundial
A trajetória de Yoshio Hiramine traduz uma mudança importante na presença pernambucana no xadrez brasileiro. À frente da FPEX, ele passou a defender uma visão que ultrapassa a competição: o xadrez como ferramenta educacional, de inclusão e desenvolvimento humano.
Ao levar a bandeira de Pernambuco para a Ásia Central, o dirigente também leva a história de um estado que deseja ser reconhecido pela sua capacidade de criar, inovar e transformar.
“Queremos mostrar que um projeto criado em Pernambuco pode crescer, ganhar o Brasil e dialogar com o mundo. O Nordeste tem talento, inteligência e capacidade de liderança. Essa viagem é mais um passo dentro de uma construção muito maior”, conclui Yoshio.
A missão internacional, somada ao segundo ano da Olimpíada Pernambucana de Xadrez e ao projeto de criação de uma Olimpíada Brasileira, coloca Pernambuco em uma posição estratégica dentro do desenvolvimento da modalidade.
De Recife à Ásia Central, o movimento é claro: Pernambuco não apenas participa do crescimento do xadrez brasileiro — começa a liderá-lo.







