Meta nega favorecimento a candidatos nas redes sociais após cobrança do TSE
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 Meta nega favorecimento a candidatos nas redes sociais após cobrança do TSE

 Meta nega favorecimento a candidatos nas redes sociais após cobrança do TSE

Empresa afirma que adota os mesmos critérios para conteúdos de Lula e Flávio Bolsonaro e que cumpriu as exigências da Justiça Eleitoral

 

da redação

A Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, informou ao Tribunal Superior Eleitoral, nesta terça-feira (20), que não faz distinção entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na distribuição de conteúdos políticos. A manifestação foi apresentada após a Justiça Eleitoral cobrar explicações sobre o funcionamento das plataformas durante o segundo turno.

A empresa afirma que segue critérios iguais para as duas candidaturas, tanto no alcance das publicações quanto na divulgação de anúncios eleitorais. Segundo a Meta, um documento técnico anexado ao processo explica como os sistemas buscam garantir esse tratamento.

A resposta foi enviada depois que o ministro Marco Aurélio Bellizze estabeleceu um prazo de 24 horas para a companhia detalhar as providências adotadas. A determinação foi feita na segunda-feira (19), após uma decisão anterior da Justiça Eleitoral, publicada em 15 de outubro, que proibiu interferências capazes de favorecer ou prejudicar qualquer uma das campanhas.

O processo teve início a partir de uma reclamação apresentada pela equipe de Lula. A coligação do presidente afirma que publicações da campanha estariam sendo entregues a menos usuários do que deveriam.

Os advogados também questionaram o funcionamento das ferramentas de inteligência artificial da Meta. Segundo a campanha, comandos para criar imagens relacionadas a Lula estariam sendo bloqueados, enquanto pedidos semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro seriam permitidos.

Outro ponto levantado pela coligação envolve o alcance de publicações de perfis ligados ao adversário. A equipe de Lula citou, entre os exemplos, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), cujos números de visualizações foram considerados fora dos padrões habituais pela campanha.

Na resposta ao TSE, a Meta rejeitou as acusações de descumprimento das decisões judiciais. A companhia afirmou que suas equipes trabalham para apresentar toda a documentação exigida, que inclui 17 pontos determinados pela Justiça.

Flávio Bolsonaro também apresentou reclamações sobre o funcionamento das plataformas. O candidato do PL afirmou que publicações de sua campanha teriam sido prejudicadas nas redes sociais da empresa.

A manifestação da Meta apresenta a posição da companhia diante dos questionamentos. Ela não representa, por si só, uma conclusão da Justiça Eleitoral sobre as alegações feitas pelas campanhas.

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Fonte:
Redação TV Nova
Foto:
Reprodução